Quase Jurista

Quase Jurista [4] – Minha Jurisprudência

Quase Jurista [4] – Minha Jurisprudência

*Esta é uma série de ficção. -Ah, eu já decidi um caso bem parecido… -E como foi a decisão, Dr. Magister? -Esse é o problema, Dr. Postulandi. Eu não me lembro. -Faz muito tempo? -Faz nada. Mas chegou quem eu precisava… Burócrata, qual é o meu entendimento sobre este caso aqui. -Doutor, ultimamente o senhor tem entendido que se o Promotor denunciou é porque o sujeito tem culpa no cartório. -Isso mesmo rapaz. Eu não disse que ele ia se lembrar? -Disse mesmo. -Burócrata, aproveite Continue lendo

Quase Jurista [3] – Acesso à justiça | Blog Ronaldo Bastos

Quase Jurista [3] – Acesso à justiça | Blog Ronaldo Bastos

*Quase Jurista é uma série de ficção. Ser juiz não é nada fácil. Além de todas as obrigações, ainda tem que receber advogado. Dr. Magister um dia disse que mesmo trabalhando na justiça criminal sabia distinguir entre o acusado e o seu representante, muito embora nada lhe tire a sensação de perda de tempo ao falar com advogados. Burócrata já conhecia o velho juiz e, por isso, entrou no seu gabinete com toda cautela. -Dr. Magister, Dr. Postula quer falar com o senhor. -Ele tem Continue lendo

Quase Jurista [2] – A constituição é um mistério | Blog Ronaldo Bastos

Quase Jurista [2] – A constituição é um mistério | Blog Ronaldo Bastos

*Quase Jurista é uma série de ficção. Dr. Postula chegou antes do Fórum abrir. Teve que esperar do lado de fora. No dia anterior recebeu uma ligação de um amigo que dizia que não estava na melhor das situações: ele tinha sido preso. Injustamente, claro. Dr. Postula nem conseguiu dormir à noite. O desespero foi tão grande que nem percebeu que tinha chegado antes de iniciar o expediente forense. Enquanto o Fórum não abria ficou pensando como lhe incomodava advogar para amigos. A sensação era Continue lendo

Quase Jurista [1] – O nome do cargo

Quase Jurista [1] – O nome do cargo

*Quase Jurista é uma série de ficção.  A melhor coisa que podia acontecer a um jovem estudante de direito era trabalhar com Dr. Magister. Ele nunca escrevera um artigo acadêmico. Também não falava com a imprensa. Longe de ser um defeito, o mistério era o seu principal trunfo. Para os estudantes, isso era sinal de autoridade. Um professor já falecido da Faculdade dizia que juiz bom é aquele que só fala nos autos. Embora esta seja uma verdade incontestável, a nossa época está cheia de Continue lendo