Neste trabalho refletimos sobre o caso de um cidadão que compareceu
ao Detran para renovar a sua habilitação, mas que, em virtude de um
tratamento discriminatório, é impedido de realizar o teste prático.
Pretendemos demonstrar que o caso narrado seria apenas mais um
e, absorvido pelo cotidiano, cairia no esquecimento, não fosse a
peculiaridade de envolver uma pessoa com deficiência física que somente
perseguia o direito de ser tratado como um igual. Sob um enfoque
hermenêutico, e tomando a situação concreta como paradigma, o artigo
trata da necessidade de construção de uma ética da inclusão social às
pessoas com deficiência com fundamento na isonomia – e apenas a
isonomia – como um princípio derivado da dignidade da pessoa humana.
Palavras-chave: Pessoa com deficiência. Hermenêutica. Ética da
inclusão social.
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